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[23 Jun] Death Angel + Kataklysm + Keep of Kalessin
  Aqui vai uma humilde review do que se passou na
terça feira passada (noite de S. João, por sinal) no Porto aquando da
minha deslocação (e de outros) ao concerto de Keep of Kalessin, de
Kataklysm e de Death Angel.
O carro que me levou ao Porto ficou estacionado perto da
Associação Chãs das Eiras e, em passo apressado, a malta demorou cerca
de dez minutos a chegar ao Cinema Batalha. Pudemos constatar que iria
ser uma noite muito movimentada no Porto, pois ainda não sendo nove
horas, já o povo andava pelas ruas da Invicta empunhando os sonoros
martelos de plástico e, alguns mais velhos e tradicionalistas,
empunhavam os afamados alhos porros.
Primeira paragem antes do concerto: o café em frente ao cinema Batalha para beber uma Super Bock.
Comprar bilhete, cumprimentar os rostos conhecidos e alguns amigos
e é chegada a hora de entrar. Posso dizer que ainda estava pouca gente
apesar de faltar perto de um quarto de hora para o concerto começar.
Mais tarde a coisa compôs-se.
Keep of Kalessin - O som não estava grande coisa. Já os tinha visto
em Barroselas há uns anos atrás e nessa altura deram um grande
espectáculo. Neste apenas achei mediano já que a guitarra não me
pareceu ter o melhor som e a voz constantemente falhava (problemas de
micro?). Perto do final a guitarra ficou aceitável o que foi porreiro
já que pudemos presenciar na última música uma brilhante performance do
Obsidian que tocou um solo com a guitarra atrás das costas, logo
seguido de um solo de bateria interessante.
Já agora, alguem poderia explicar a algum pessoal que por lá andava,
nomeadamente a um rapaz com uma t-shirt de Fear Factory, que fazer mosh
não é andar a distribuir murros e pontapés a torto e a direito, muito
menos em concertos de black metal.
Death Angel - O som estava bem melhor e posso dizer-vos, caros
leitores, que já assisti a grandes e violentas descargas de som, e a
prestação destes filipinos radicados nos Estados Unidos foi uma delas.
Thrash old school da "Bay Area" no seu melhor com qualidade e estilo.
Alguns clássicos revisitados - como a Ultra-Violence ou a Kill as One
com que encerraram as hostilidades - e muita humildade em cima do palco. Parecia que até pediam desculpa por porem toda a gente aos
saltos, ao mosh e ao stage diving. No final do concerto calhou-me uma
das palhetas de um dos guitarristas.
Kataklysm - Melhor que Death Angel era impossivel, mas acho que
igualaram em intensidade a actuação deles. Foi sem dúvida muito bom ver
estes canadianos praticantes de um death metal, por vezes melódico,
outras musculado, a tocarem com garra. Quando a meio da actuação o
Maurizio convida toda o pessoal a subir ao palco com eles eu já estava
à espera daquilo que iria acontecer, ou não estivessemos em Portugal:
literalmente invasão de palco. Talvez se tenha arrependido pois não
voltou a chamar o público mas foi divertido ver praí um quinto dos espectadores em cima do palco.
Em Death Angel tivemos direito a encore, mas em Kataklysm não, já que a
prestação normal deles acabou mesmo em cima da uma da manhã (e já se
sabe, licenças e tal).
Dei por bem empregue a minha deslocação nessa noite ao Porto e, já
agora, fica a nota final de reportagem em relação a uma curiosidade.
Obviamente que não sei como é a casa de banhos das mulheres no Cinema
Batalha, mas na dos homens, as janelas dão directamente para a rua, o
que permitia no intervalo de cada actuação de uma banda de metal, a
quem se deslocasse à referida casa de banho para aliviar a bexiga, dar
descanso aos ouvidos ao som de música pimba dos altifalantes da rua e
do ruido das pessoas a passarem e à martelada com os tais martelinhos
de plástico. Mais fotos Texto por: João "Burzum" Osório Fotos por: Filipe "Mütiilator" Gomes
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